Dados do Banco de Portugal revelam que a banca concedeu no ano passado um total de 5.790 milhões de euros em empréstimos para aquisição de casa, significando um crescimento de 44,28% em relação aos 4.013 milhões de euros disponibilizados em 2015.

As taxas de juro historicamente baixas, a estabilização/redução da taxa de desemprego e o aumento do índice de confiança dos consumidores salientam-se como principais razões da evolução positiva do crédito à habitação, que deverá continuar ao longo deste ano.

Segundo o Banco de Portugal, a atual concessão de empréstimos está maioritariamente associada a «transações de imóveis usados, e não de nova construção, que é neste momento mais reduzida do que a verificada há 10 anos».

Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), salienta que “o setor financeiro já tem revelado vontade em apostar mais neste tipo de produto, confirmando deste modo a existência de um setor imobiliário pujante, seguro e com perspetivas de crescimento”.

Para o mesmo responsável, a falta de financiamento na construção «poderá levar a uma eventual subida dos preços no imobiliário português», por se estarem a esgotar as opções de venda de imóveis usados, principalmente nos centros das cidades. http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/bancos-esperam-que-credito-a-habitacao-volte-a-crescer-este-ano

A SmartPlace está ciente de que novas construções poderão beneficiar o mercado imobiliário, estabilizando os preços de venda e arrendamento. As vantagens para futuros proprietários advirão igualmente da disputa comercial entre os bancos portugueses na promoção do crédito à habitação, traduzida em spreads mais baixos.

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