O setor do imobiliário e da construção gerou 9056 novos empregos nos primeiros nove meses do ano passado, aumentando para 620 mil o número de trabalhadores em Portugal. Só no setor imobiliário, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) apurou em agosto desse ano um aumento de 1192 ofertas de emprego relativamente ao mês anterior, passando a totalizar um total de 3211 vagas.

Apesar da tendência de evolução positiva, o número de trabalhadores do setor imobiliário e da construção é ainda menor do que o atingido no período pré-crise, já que no ano 2000 empregava 900 mil profissionais.

A empregabilidade no setor imobiliário nacional melhorou sobretudo em termos da qualificação dos profissionais que hoje ocupam os vários cargos. Segundo Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o aumento da profissionalização do setor foi «das poucas – senão mesmo a única – vantagens que a crise trouxe».

Sandra Soares, administradora do Knowledge Paradise Group, de que fazem parte as empresas de recrutamento KPSA e SKSA, salienta que «houve uma alteração do mind set, baseada num novo olhar sobre as profissões imobiliárias, que têm vindo a deixar de ser consideradas como algo pouco valorizado, como um fim de linha e um último recurso».

Para Carla Rebelo, diretora-geral da Adecco Portugal, «o interesse crescente de estrangeiros no país tem claramente contribuído para um incremento da valorização deste mercado e para um recrutamento mais exigente e cirúrgico por parte das empresas».

Neste contexto mais recente em que profissionalização e qualificação são palavras de ordem, o setor do imobiliário tem sido capaz de atrair um número crescente de trabalhadores qualificados, interessados pela sua dinâmica e pela possibilidade de desenvolvimento profissional.

Atualmente, os empregos no setor são diversos, cobrindo áreas como a mediação imobiliária, a construção, mas também outras atividades paralelas como gestão de arrendamentos, alojamento local, gestão de condomínios, turismo ou hotelaria. Por outro lado, os profissionais integrados provêm de carreiras diversas, como «docência, engenharia, arquitetura, profissionais da banca, marketing, comunicação, design, empreendedores e perfis de muitas outras especialidades».

Como refere o Expresso, «a retoma do crédito à habitação, a dinâmica dos arrendamentos (sobretudo os sazonais) e a implementação de medidas de promoção do investimento imobiliário têm alavancado a atividade no sector». O licenciamento de obras para novos edifícios, que cresceu 12% entre abril e junho deste ano, e o facto de Portugal continuar a estar na rota dos investidores internacionais para imobiliário de luxo são também apontados como fatores positivos. http://expressoemprego.pt/noticias/as-carreiras-do-imobiliario/422

A SmartPlace constitui um bom exemplo do novo paradigma a que alude o artigo aqui sintetizado, uma vez que é liderada por profissionais com formação superior, ligada ao ramo imobiliário. Além desta base fundamental, pratica uma política de recrutamento exigente e subordina a sua atividade a elevados padrões de qualidade e valores éticos basilares.

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